Retornar a primeira página

QUISSAK JÚNIOR
Artista multimídia, pintor, gravador, escultor, desenhista, poeta, escritor e professor.
Ernesto Sérgio Silva Quissak Júnior (1935: Guaratinguetá, SP – 2001: Idem),

O motivo principal de sua obra é a figura humana, de resto presente em sua formulação humanista, revelada em centenas de palestras. Era filho do fotógrafo e pintor Ernesto Quissac, que foi seu único professor de pintura.

1954 – Cursou o Instituto de Educação Conselheiro Rodrigues Alves, em Guaratinguetá, formando-se professor.
1958 – Criou a bandeira de Guaratinguetá, oficializada por lei municipal.
1958-75 – Lecionou desenho pedagógico e geometria descritiva no Instituto de Educação Conselheiro Rodrigues Alves.
1965 – Participou da Bienal de São Paulo em três categorias: escultura, desenho e pintura, com cinco trabalhos em cada categoria, tendo todos os trabalhos acolhidos.
1967 – Apresentou na Bienal de São Paulo o trabalho Pólípticos Móveis da Gênese da Bandeira Nacional, conjunto de esculturas e desenhos, com quase trinta metros de comprimento, e uma série de pinturas intituladas Bandeira Brasileira. Utilizou as mesmas cores da bandeira nacional, o que era proibido, sobretudo durante o regime militar. O governo de São Paulo, porém, comprou o conjunto dos Pólípticos, que ficou no anfiteatro do Palácio Bandeirantes, ficando depois sumido, até aparecer em 1985, ano da volta à democratização. Em 2006 esta obra foi para o Memorial da América Latina, São Paulo.
1969 – Em nova participação na Bienal de São Paulo, mostrou Re-Humanização da Arte.
1970-71 – Chefiou o setor de Comunicações Culturais do Conselho Estadual de Cultura do Estado de São Paulo, durante o governo de Abreu Sodré (1967-1971), apresentando algumas sugestões inovadoras, como a instalação do Museu de Arte Sacra no Convento da Luz; a criação do Salão Paulista de Arte Contemporânea, e a entrada da educação artística na grade curricular do ensino médio, no lugar do desenho.
ca. 1975 – Apresentou a série Montagens e Assemblagens.
1978 – Concluiu as séries Gaiola Iluminada e O Espólio do Poeta, sendo no mesmo ano homenageado com retrospectiva.
1978-80 – Foi membro de diversos júris e premiações, entre os quais o 5º Salão da Embraer, São José dos Campos, SP; o 3º Salão de Artes Plásticas de Pindamonhangaba, SP; o 1º Salão do Centro de Pesquisas Artísticas das Faculdades Thereza D´Ávila, Lorena, SP; e o 7º Salão de Artes Plásticas de Taubaté, SP.
1981 – Foi homenageado pela prefeitura de Guarantinguetá por ter criado a bandeira do município.
1982 – Representou o Brasil na mostra dos 400 anos da Galleria Degli Uffizi, em Florença, Itália.

Ao longo de sua trajetória artística, apresentou ainda diversas séries, entre as quais Perspectivas do Olhar; Ave Caída, Meditação Circular; Bailado dos Deuses. Unos, A Máquina de Fazer Sonhos e Menestréis da Nova Aurora.
Pronunciou centenas de palestras e organizou debates, divulgando suas teses em prol de uma filosofia influenciada pelo humanismo e pelo personalismo.

Realizou, entre outras, as seguintes mostras individuais:
1968 – Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, Santos, SP; Chelsea Gallery, São Paulo. 1969, 71 – Galeria Bonino, Rio de Janeiro.
1970, 74 – Hotel Jequitimar, Guarujá, SP.
1980 – Galeria Paulo Prado, São Paulo.
1981 – Retrospectiva, Centro Cultural Francisco Matarazzo Sobrinho, Ubatuba, SP. 1984 – Retrospectiva, Museu Frei Galvão, Guaratinguetá.
1987 – Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, Santos.
1992 – Retrospectiva, Fundação Pinacoteca Benedito Calixto, Santos.

Tomou parte, entre outras, das seguintes mostras coletivas:
1954, 57 – Salão Paulista de Belas Artes, Galeria Prestes Maia, São Paulo.
1957 – Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ.
1965 – Salão Esso de Artistas Jovens, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1966 – Dezessete Pintores Latino-Americanos, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1971 – Brasil Moderno, Galeria Time-Life, Boston; Continental Bank, Chicago; Bank of Boston, Nova York, Estados Unidos.
1971-74, 76-77, 83 – Panorama de Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna, São Paulo.
1977 – Brasil Arte 1922/77, Galeria de Arte Portal, São Paulo.
1975-76, 78, 80, 82 e 85 – Salão de Artes Plásticas da Noroeste, Fundação Educacional de Penápolis, Penápolis, SP.
1984 – Centre International D'Art Contemporain - grande prêmio da crítica e grande medalha de ouro, Paris, França.
1985 – Mostra de Arte Contemporânea Brasileira, Palácio dos Espelhos, Lisboa, Portugal; 100 Obras Itaú, MASP, São Paulo.
1987 – A Trama do Gosto: um outro olhar sobre o cotidiano, Fundação Bienal, São Paulo.

Fontes
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário Crítico da Pintura no Brasil. p. 429, Artlivre, Rio de Janeiro, 1988.
PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1969.
QUISSAC Júnior. Paulo Prado Galeria de Arte. São Paulo, 1980.
SCHENBERG, Mário. Pensando a Arte. Nova Stella, São Paulo, 1988.
<http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_
biografia&cd_verbete=3085&cd_item=18&cd_idioma=28555>

 

RMS