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BEHRING, Edith
Gravadora, desenhista, pintora e professora.
Edith Behring (1916: Rio de Janeiro, RJ – 1996: Idem).


“Sensível à forma e à transparência das cores. (...) Seu profundo conhecimento técnico comanda, com segurança, o sentimento intuitivo na procura de uma harmonia idealista e plena de musicalista. (...) O artesanato perfeito se submete ao devaneio das cores e ao domínio espacial. Em busca de uma pureza formal, Edith atinge o âmago da arte da gravura, num metódico trabalho de superposição de superfícies sutis e densas, que se impõem umas às outras numa espécie de destilação ‘matérica’, tendo o objetivo da conquista de um novo espaço, um território único – o da Poesia Visual.” (Noemi Ribeiro in Catálogo da Exposição “`Pensar Gráfico – Homenagem à Edith Behring”, 1998, apud GRILO, Rubem (Org.) Gravura moderna brasileira: acervo Museu Nacional de Belas-Artes. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas-Artes/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1999, p. 24).


Estudou desenho e pintura com Cândido Portinari e licenciou-se em educação artística pela Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro.
1944-50 – Fez curso de xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, ambos no Rio de Janeiro.
1944-50 – Transferiu-se para Belo Horizonte, MG, onde se tornou professora de desenho na Escola Guignard.
Década de 1950 – Retornou ao Rio de Janeiro, onde aprendeu xilogravura e desenho em guache com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, na Fundação Getúlio Vargas. Nesse período, trabalhou com Flavio Shiró, João Luís Chaves e Mário Carneiro.
1953-57 – Ganhou uma bolsa de estudo do governo francês. Em Paris, estudou com Johnny Friedlaender. Nesse período, passou a dominar o verniz-mole e a água-tinta.
1957 – De volta ao Brasil, tornou-se professora do Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro, atual Escola de Artes Visuais/Parque Lage.
1957-67 – Organizou o Atelier de Gravura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, de onde, mais tarde, tornou-se professora.
1959 – Trabalhou com Anna Letycia e Rossini Perez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
1968 – Uma série de gravuras de sua autoria foi editada em álbum de Júlio Pacello.
1982 – Recebeu o Troféu Golfinho de Ouro Artes Plásticas, da Secretaria de Educação e Cultura do Rio de Janeiro.
1983 – Uma retrospectiva de suas obras foi realizada pela Galeria de Arte Banerj, Rio de Janeiro.


Realizou, entre outras, as seguintes exposições individuais:
1955 – Galerie Saint Placide, Paris.
1957 – Galerie la Roue, Paris.
1959 – Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1961 – Biblioteca Nacional, Lima, Peru.
1965 – Embaixada do Brasil, Roma, Itália.
1973 – Galeria Rubbers, Buenos Aires, Argentina.
1976 – Embaixada do Brasil, Roma.
1978 – Galerie Debret, Paris.
1980 – Associação Paulista dos Críticos de Arte, São Paulo - premiada.
1986 – Cláudio Gil Studio de Arte, Rio de Janeiro.


Participou, entre outras, das seguintes exposições coletivas:
1946 – Os Pintores vão à Escola do Povo, Rio de Janeiro.
1955 – Salon de Mai, Paris.
1957 – Bienal Internacional de Gravura. Liubliana, Eslovênia - premiada.
1957-61 – Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo.
1959-60 – Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, Leverkusen e Munique, Alemanha; Viena, Áustria; Hamburgo, Alemanha; Lisboa, Portugal; Madri, Espanha; Paris, França; e Utrecht, Holanda.
1963 – I Bienal Americana de Gravura de Santiago, Santiago (Chile). Premiada.
1967 – IX Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal, São Paulo, prêmio aquisição.
1981 – Prints by “Brazilian Women Artists”, The Brazilian Cultural Foundation, Nova York, Estados Unidos.
1985 – Axl Leskoschek e seus alunos: Brasil/1940-1948, Galeria de Arte Banerj, Rio de Janeiro e Museu de Arte Moderna, São Paulo.
1996 – 4 Mestres da Gravura Brasileira, Galeria SESC-Copacabana, Rio de Janeiro.


Foi homenageada nas seguintes mostras póstumas:
1996 – 1º Salão Sesc de Gravura. Edith Behring, Galeria de Arte Sesc, Niterói.
1998 – Mulheres Gravadoras: uma homenagem a Edith Behring, Vila Cultura - Pátio dos Trilhos, Jacareí, SP; Pensar Gráfico: homenagem a Edith Behring, Paço Imperial, Rio de Janeiro.


Fontes
CAVALCANTI, Carlos (org.). Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973, v. 1, p. 211.
GRAVURA Brasileira. A. Wolfgang Pfeiffer (apres), textos Walmyr Ayala et al. Paço das Artes, São Paulo, 1970.
GRILO, Rubem (org.). Gravura moderna brasileira: acervo Museu Nacional de Belas-Artes. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas-Artes/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1999, p. 24.
MORAIS, Frederico (curad). Axl Leskoschec e seus alunos: Brasil 1940-1949, Galeria de Arte Banerj, Rio de Janeiro, 1985.
PONTUAL, Roberto. Dicionário das Artes Plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
< http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=
artistas_biografia&cd_verbete=1577&lst_palavras=&cd_idioma=28555&cd_item=1>




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