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PEREZ, Rossini
Gravador, pintor, desenhista e professor.
Rossini Quintas Perez (1932: Macaíba, RN).

“Por vários anos, o relevo vem marcando a gravura de Rossini Perez (...). Ressalta, desde logo, no uso reiterado desse recurso, a sua adequação como veículo de um tema e de um propósito: cada gravura do conjunto que se expõe no momento refere, com maior ou menor intensidade, a intenção de fundir elementos orgânicos e disciplina racional. (...) O próprio fato de Rossini estabelecer o convívio de certas técnicas da gravura em metal – como a água-tinta e a água-forte – com os processos de obtenção do relevo, firmando a síntese de elementos aleatórios com determinação prévia de resultados, indica que nesses trabalhos ocorreu o esperado encontro preciso de forma e conteúdo.” (Roberto Pontual in: Catálogo da Exposição “Relevo e Novelo”, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro (RJ), julho de 1972, apud GRILO, Rubem (Org.) Gravura moderna brasileira: acervo Museu Nacional de Belas-Artes. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas-Artes/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1999, p.108).

Residiu, ainda criança, em Fortaleza, CE.
1940 – Transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro, RJ.
1945-50 – Estudou pintura acadêmica com Luiz de Almeida Júnior.
1951 – Decidiu afastar-se da linguagem acadêmica após conhecer o painel Tiradentes, de Cândido Portinari.
1951 – Passou a frequentar a Associação Brasileira de Desenho, onde teve aulas com o pintor Ado Malagoli. Foi aluno da Escolinha de Arte do Brasil. Lá, conheceu Augusto Rodrigues, Poty Lazaroto e Oswaldo Goeldi.
1952 – Estudou gravura em metal com Iberê Camargo no Instituto Municipal de Belas-Artes, atual Escola de Artes Visuais/Parque Lage.
1953 – Estudou com Fayga Ostrower. Consolidou sua opção pela gravura após visitar a retrospectiva de Edvard Munch na II Bienal Internacional de São Paulo.
1959 – Foi, ao lado de Edith Behring, assistente de Johnny Friedlaender no Ateliê de Gravura do Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1959-61 – Foi professor do Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1960 – Deu aulas no Instituto Brasil, em La Paz, Bolívia, e na Escola de Belas-Artes de Lima, Peru.
1962 – Realizou curso de aperfeiçoamento em litografia na Rijksakademie, em Amsterdã, Holanda.
1962-72 – Morou em Paris, França.
1965 – Lecionou na Cooperativa dos Gravadores Portugueses, em Lisboa, Portugal.
1974-75 – Coordenou a implantação de uma oficina de gravura em metal na Escola Nacional de Belas-Artes de Dacar, Senegal.
1977-78 – Lecionou na Escola Nacional de Belas-Artes de Dacar.
1978 – De volta ao Brasil, trabalhou como professor do Centro de Criatividade da Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, DF.
1979 – Recebeu do governo brasileiro o grau de Cavaleiro da Ordem do Rio Branco.
1983-86 – Foi novamente professor do Ateliê de Gravura do Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.

Realizou, entre outras, as seguintes exposições individuais:
1955 – Galeria Ibeu, Rio de Janeiro, RJ.
1959 – Sala Arte y Letras, Montevidéu, Uruguai.
1962 – Die Brüke, Düsseldorf, Alemanha.
1965 – Galeria Divulgação, Lisboa, Portugal; Signals Gallery, Londres, Inglaterra.
1968 – Galeria Cubus, Colônia, Alemanha.
1971 – Chanakya Gallery, Nova Délhi, Índia.
1973 – Relevo e Novelo, Galeria Bonino, Rio de Janeiro.
1974 – Trajetória 1961-1974, Fundação Cultural do Distrito Federal, Brasília.
1980 – Galeria Dora Pamphili, Roma, Itália.
1986 – Galeria Skovhuset, Copenhague, Dinamarca.
1995 – Museus Castro Maya, Museu da Chácara do Céu, Rio de Janeiro.
1999 – Trajetória 1954-1981, Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro.
2010 – Rossini Perez: Desenhos, Matrizes e Gravuras, Caixa Cultural, Brasília.

Participou, entre outras, das seguintes exposições coletivas:
1952 – IV Salão Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, medalha de bronze.
1952-61 – Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1953 – I Exposição Nacional de Arte Abstrata, Hotel Quitandinha, Petrópolis, RJ.
1954 – III Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, prêmio aquisição.
1955-67 – Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (prêmio Museu de Arte Moderna, na edição de 1957 e prêmio Itamaraty na de 1965).
1956 – V Salão Paulista de Arte Moderna, prêmio Governador do Estado de São Paulo.
1957 – Arte Moderna no Brasil, Argentina, Peru e Chile; IV Bienal de Tóquio, Japão.
1958 – I Bienal Interamericana de Pintura y Grabado, Cidade do México, México.
1959 – II Bienal Internacional do Mármore, Carrara, Itália, prêmio internacional.
1959-60 – I Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, Alemanha, Áustria, Portugal, Espanha, França e Holanda.
1960 –Brazilian Printmakers, Smithsonian Institution, Washington, Estados Unidos.
1962 – XXXI Bienal de Veneza, Itália.
1963 – III Bienal de Paris, França.
1969 – Festival Casa de las Américas, Havana, Cuba, prêmio Javier Baez.
1973 – V Salão Nacional de Arte Contemporânea, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, MG, prêmio aquisição.
1978 – I Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, PR - premiado.
1983 – VI Bienal de San Juan del Grabado Latinoamericano y del Caribe, San Juan, Porto Rico, grande prêmio em gravura.
1983-85 – Salão Nacional de Artes Plásticas, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1986 – Brasiliansk Kunst, Dinamarca.
1990 – IX Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, Museu da Gravura, Curitiba.
1994 – Poética da Resistência: Aspectos da Gravura Brasileira, Galeria de Arte do Sesi, São Paulo.
1999 – Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: Acervo do MNBA, Rio de Janeiro.
2005 – Expresso Abstrato, Museu Imperial, Petrópolis.

Parte significativa de sua obra pode ser encontrada nos acervos, entre outras, das seguintes instituições:
Banco Itaú, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e Museu de Arte Moderna, em São Paulo; Fundação Biblioteca Nacional, Museu Nacional de Belas Artes, Museus Castro Maya e Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro; Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty, em Brasília; Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba; Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, Portugal; e Rijksakademie, em Amsterdã.

Fontes
CAVALCANTI e AYALA. Walmyr, Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1977, p. 389-90.
GRILO, Rubem (org.). Gravura moderna brasileira: acervo Museu Nacional de Belas-Artes. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas-Artes/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1999, p.108
PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. v.2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969, p.420-21.
<http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_
biografia&cd_verbete=3239&cd_item=1&cd_idioma=28555>
< http://www1.museus.gov.br/IBRAM/PAG/agenda_detalhe.asp?cn=13>

 

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