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NASSER, Frederico Jaime
Pintor, desenhista, gravador, escultor, ensaísta e professor.
Frederico Jaime Nasser (1945: Rio de Janeiro, RJ).

É essencialmente um desenhista, um experimentador de técnicas e propostas estéticas, em permanente diálogo com seu tempo.

1961-64 – Aprendeu gravura com Darel, Mário Gruber e Marcelo Grassman, na Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo, SP. Estudou desenho com Wesley Duke Lee.
1962 – Aprendeu estética e teoria do vonhecimento na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.
1966 – Foi um dos fundadores, juntamente com Geraldo de Barros, José Resende, Carlos Fajardo e Nelson Leirner, do Rex Gallery & Sons, movimento de reação ao informalismo abstrato, oriundo da chamada Escola de Nova York. Por detrás do título bem humorado e sarcástico (já que Rex era o nome de um cão) o grupo utilizava um espaço paulista destinado à divulgação de objetos de arte não convencionais, à publicação de manifestos e servia como um dos pontos de partida para a volta da figuração às artes plásticas brasileiras, revelando afinidades com Duchamp e o dadaísmo dos anos de 1920 e com a pop art norteamericana.
1967 – Participou da Bienal de São Paulo.
1967 e 68 – Dedicou-se à didática experimental e organizou um “laboratório de criatividade”.
1970 – Fundou, com Luiz Paulo Baravelli, José Resende e Carlos Fajardo, a Escola Brasil.
1973 – Abandonou a pintura e o desenho para dedicar-se a atividades editoriais.

Tomou parte, entre outras e além das já mencionadas, das seguintes mostras coletivas:
1965 – Salão Par, Curitiba, PR.
1967 – Salão de Arte Moderna do Distrito Federal - Teatro Cláudio Santoro, Brasília. 1967, 70 – Museu de Arte Contemporânea, Universidade de São Paulo, São Paulo.

1968 – Galeria Art-Art, São Paulo; Petite Galerie, Rio de Janeiro, RJ.
1970 – Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro (juntamente com Baravelli, Fajardo e Resende).
1971 – Galeria da Missão Cultural Brasileira, Assunção do Paraguai.
1972 – Mostra de Arte Sesquicentenário da Independência, Fundação Bienal, São Paulo; Galeria Collectio, São Paulo.
1973 – Museu de Arte Moderna, São Paulo.
1985 – Centro Cultural São Paulo, São Paulo; Galeria de Arte da Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ.
1988 – Galeria Millan, São Paulo, SP.


Fontes
ARTE no Brasil. Textos de Pietro Maria Bardi et al. Abril Cultural. São Paulo, 1979.
CAVALCANTI e AYALA. Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. MEC/INL, 1973-77.
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário Crítico da Pintura no Brasil. p. 344, Artlivre, Rio de Janeiro, 1988.
PONTUAL, Roberto. Arte/Brasil/Hoje/50 Anos depois. Collectio, São Paulo, 1973.
< http://fotolog.terra.com.br/popbrasil60:33>
< http://www.fundacaostickel.org.br/escola_frederico.html>

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