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NARDI, Antonio Maria
Pintor, muralistae ilustrador.
Antonio Maria Nardi (1897: Ostellato, Itália – 1973: Bolonha, Itália).

Artista figurativo, muralista à maneira clássica, passou poucos anos no Brasil, mas deixou obra extensa em templos católicos.

Frequentou a Escola Técnica de Santarcangelo.
1911 – Mudou-se para Bolonha, onde estudou na Academia de Belas Artes.
1916 – Foi agraciado com o prêmio de pintura da Cidade de Bolonha, oferecido pela Associação de Francesco Francia.
1916-19 – Ficou afastado das artes, em virtude da convocação para lutar na Primeira Guerra Mundial.
1919 – Deu baixa no Exército italiano e voltou a pintar;
1919-35 – Trabalhou como ilustrador de livros e revistas e expôs muitas vezes na Associação de Francesco Francia, em Bolonha.
1920 – Colaborou no periódico Corrierino.
1921 – Ilustrou A Divina Comédia, de Dante.
1922 – Iniciou sua longa colaboração com o Corriere dei Piccoli.
1924-25 – Começou a explorar os assuntos sacros.
1930, 31 – Realizou seus primeiros murais com motivos religiosos, lançando mão principalmente da técnica do afresco.
1949 – Após a realização de uma mostra individual bem sucedida, decidiu se instalar no Brasil.
Aqui recebeu diversas encomendas importantes e executou vitrais e retratos.
1965 – Insatisfeito com a situação do Brasil após o golpe militar de abril de 1964, regressou à Itália, passando a pintar paisagens e naturezas-mortas.

Realizou as seguintes mostras individuais:
1919 – Mostra de arte dos ex-combatentes, Reggio Emilia, Itália.
1922 – Gran Guardia, Verona.
1949 – Ministério da Educação e Saúde, Rio de Janeiro.

Tomou parte, entre outras, da seguinte exposição coletiva:
1921 –1 ª Bienal de Roma, Roma.

Após sua morte foi homenageado com as seguinte mostras:
1986 – Galleria d'Arte Ponte Rosso, Milão.
1997 – Antonio Maria Nardi illustratore, Museo dell'Illustrazione, Ferrara, Itália.


Muitas obras (vitrais, retábulos e quadros) de sua autoria enriquecem templos católicos brasileiros. Na cidade do Rio de Janeiro, seus trabalhos encontram-se, entre outros locais, nas igrejas de São Judas Tadeu, no Cosme Velho, Nossa Senhora do Carmo, em Vicente de Carvalho, Nossa Senhora de Fátima, no Riachuelo; São Francisco Xavier, na Tijuca, Sagrada Família, no Livramento; Santo Antônio, no largo da Carioca; Nossa Senhora da Glória, no largo do Machado; Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Grajaú, e na capela da Casa de Saúde São José, no Humaitá. No interior do Estado do Rio, eles estão localizados nas igrejas de Nossa Senhora Auxiliadora, em Niterói, do Santíssimo Sacramento, em Cantagalo, de Santa Maria Madalena, em Nova Friburgo. Em Minas Gerais, Nardi trabalhou na capela do Colégio Pio XII, em Belo Horizonte, e na capela do Seminário de Eugenópolis. No Rio Grande do Sul, na igreja do Coração de Jesus, em Porto Alegre, e na capela do Colégio Espírito Santo, em Bagé. No estado de São Paulo, o artista deixou sua marca nas igrejas da Faculdade Padre Anchieta, em Jundiaí, de São Sebastião, em Porto Ferreira, e de Nossa Senhora Aparecida, em Pirajuí, e de Nossa Senhora do Rosário, em Serra Negra, estância hidromineral de São Paulo.


Fontes
BUENO, Cunha. Pintores italianos no Brasil. Textos de Augusto Carlos Ferreira Velloso et al. Secretaria da Cultura, Sociarte, São Paulo, 1982.
CAVALCANTI e AYALA. Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. MEC/INL, 1973-77. <http://mosaicosdobrasil.tripod.com/id35.html ->
< http://www.franciscanos.org.br/noticias/(...)08/10.php>

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