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MIRANDA, Alcides da Rocha
Arquiteto, pintor, desenhista e professor.
Alcides da Rocha Miranda (1909: Rio de Janeiro, RJ – 2001: Idem).

Pai do artista plástico Luiz Áquila.

1925-32 – Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), no Rio de Janeiro, formando-se arquiteto. Estagiou no escritório do calculista Emílio Baumgart e participou da greve dos estudantes da ENBA em protesto contra a demissão de Lucio Costa do cargo de diretor da escola em 1931. Depois de formado, trabalhou no escritório de arquitetura de Lucio Costa e Gregori Warchavchik, no Rio de Janeiro.
1933 – Foi um dos organizadores do I Salão de Arquitetura Tropical, realizado no Hotel Palace, Rio de Janeiro, no qual Frank Lloyd Wright foi homenageado como presidente de honra. Tornou-se funcionário do escritório de Emílio Baumgart, onde trabalharia durante mais de vinte anos.
Estudou desenho e pintura com Alberto Guignard e Candido Portinari, paralelamente à carreira de arquiteto.
1938 – Expôs no Salão de Maio, em São Paulo.
1940 – Tornou-se chefe da seção de arte da Divisão de Estudos e Tombamentos do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ao lado de Lucio Costa e Rodrigo Melo Franco de Andrade, foi responsável pela definição da política de preservação e salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro.
1942 – Projetou a casa de seu irmão, Celso da Rocha Miranda, no centro histórico de Petrópolis (RJ), com estrutura mista de aço e madeira, bastante incomum no Brasil
1943 – Participou da exposição do Grupo Guignard, no Rio de Janeiro.
1944 – Participou da Exposição de Pintores Brasileiros, realizada em Nova Iorque.
1945 – Expôs na mostra Coletiva Brasileira, em Buenos Aires.
1950-55 – Transferiu-se para São Paulo, trabalhando como docente do curso de plástica na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP).
1955 – De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se membro da comissão executiva da Exposição Retrospectiva da Arte Sacra Brasileira. Integrou a equipe responsável pelo projeto do altar-monumento do XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, realizado no Rio. Ponto focal de uma importante cerimônia religiosa que reuniu cerca de um milhão de peregrinos de todo o mundo, o altar foi erigido, a título provisório, sobre um aterro com uma pequena elevação à beira mar no bairro da Glória. Com Fernando Cabral Pinto e Elvin Mckay Dugubras projetou o Centro Educacional do Leme, em São Paulo.
1956 – Recebeu a medalha de prata no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.
1960 – Transferiu-se para Brasília, onde se envolveu na criação do núcleo regional do Sphan e integrou conselho fundador da Universidade de Brasília (UnB).
1963-67 – Atuou como professor e coordenador do Instituto Central de Artes da UnB.
1978 – Aposentou-se como funcionário do Sphan.


Fontes
AYALA, Walmir. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: INL/MEC, 1977. v. 3, p. 165.
CAVALCANTI, Lauro. Quando o Brasil era moderno: guia de arquitetura 1928-1960. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2001.
MINDLIN, Henrique. Arquitetura moderna no Brasil. São Paulo: Aeroplano, 1999.
< http://www.itaucultural.org.br/>

 

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