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LOBO, SOUZA
Pintor, gravador, restaurador, cenógrafo, fotógrafo e professor.
Antônio Araújo de Souza Lobo (1840: Campos, RJ – 1909: Rio de Janeiro, RJ).

Como pintor dedicou-se aos retratos e à pintura histórica.
“ (...) Se não pôde ter sido como artista de largo descortino, cabe-lhe, entretanto, com justiça, um dos primeiros lugares entre os que mais se esforçaram pelos progressos da arte brasileira (...) À sua ação no magistério oficial e particular, muito se deve este ramo de belas artes, na formação das diversas gerações que se sucederam (...) O seu maior título está nos discípulos que formou, entre os quais se destaca Rodolfo Amoedo” (Laudelino Freire, in: Um Século de Pintura 1816 – 1916).

1845-65 – Estudou na Academia Imperial de Belas Artes, Rio de Janeiro, onde teve como mestres, entre outros, Agostinho da Mota, Augusto Muller e Victor Meirelles. 1865 - Trabalhou como cenógrafo no Teatro Provisório. Neste ano, Antonio e seu irmão, Carlos Alberico, organizaram um ateliê que recebia encomendas de obras de arte, desde a restauração aos retratos e fotografias.
1860-70 – Junto com Antônio Barboza de Oliveira manteve um estúdio fotográfico no Rio de Janeiro, na Rua do Ouvidor, 134.
1861-74 – Trabalhou em colaboração com o arquiteto Rodrigues Monteiro e o escultor Almeida Reis: os três fundaram A Acrópolis, um ateliê que se opunha à orientação conservadora da Academia Imperial.
1868 – Na Exposição Geral de Belas Artes, promovida anualmente pela Academia Imperial, seu estúdio apresentou fotos desse certame tiradas na Exposição de 1866, que constituem uma fonte preciosa para pesquisa sobre a época.
Década de 1870 – Lecionou pintura e desenho na instituição beneficente Asilo dos Meninos Desvalidos e no Liceu de Artes e Ofícios.
1870-74 – Colaborou nos trabalhos de restauração da Pinacoteca do Rio de Janeiro, junto com Luiz do Nascimento.
1874 – Foi agraciado pelo imperador Dom Pedro II com Ordem Imperial da Rosa e publicou um livro, Belas Artes - Considerações sobre a Reforma da Academia.
1844 – Na Exposição Geral de Belas Artes apresentou quatro retratos.
1900 – Deixou a pintura para se dedicar às atividades de fotógrafo e litógrafo.


Fontes
ARTE no Brasil. Textos de Pietro Maria Bardi et al. Abril Cultural. São Paulo, 1979.
BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo Editora, 1942.
CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Pinakotheke, Rio de Janeiro, 1983.
CAVALCANTI e Ayala. Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. MEC/INL, 1973-77.
FREIRE, Laudelino. Um século de pintura no Brasil. Fontana. Rio de Janeiro, 1983.
PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, 1969.
ZANINI, Walter. História Geral da Arte no Brasil. Instituto Moreira Salles, Fundação Djalma Guimarães, São Paulo, 1983.
< http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_
biografia&cd_verbete=1102&Ist_palavras=&cd_idioma=28555&cd_item=1>

 

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