imprimir

FIGUEIREDO e MELO, Francisco Aurélio de
Pintor, desenhista, caricaturista, escultor, ensaísta.
Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo (1856: Areia, PB – 1916: Rio de Janeiro, RJ).

Artista essencialmente romântico, pintou temas históricos, retratos, paisagens e cenas de gênero. Sobre ele escreveu Gonzaga Duque (Arte Brasileira, 1888) “(...) as epidermes das figuras de Aurélio parecem transparentes vidros coloridos, através dos quais passa a claridade de uma luz interior.”
Muito jovem, frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde teve aulas com seu irmão mais velho, o pintor Pedro Américo, e com Jules Le Chevrel.

1871 – Publicou caricaturas na Comédia Social.
1873-75 – Publicou caricaturas na Semana Ilustrada, colaborando em séries, como “Os Mistérios de Todos os Dias na Corte”.
1876-78 – Fez o curso da Academia Imperial de Belas Artes.
1878 – Viajou a Florença, Itália, onde trabalhou com o irmão Pedro Américo, que ali residia desde 1874, com bolsa do governo imperial. Durante a sua estadia na Europa, visitou, entre outros países, a Alemanha, a França e a Espanha.
1878 – Voltou ao Brasil, realizando algumas exposições no Rio de Janeiro e no Norte, além de Argentina e Uruguai.
1878 e 79 – Colaborou no jornal Diabo Coxo, de Recife.

Em 1912 realizou uma exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios, São Paulo, SP.

Participou, entre outras, das seguintes mostras coletivas:
1893 – Exposição Geral de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ.
1905 – Exposição Geral de Belas Artes, RJ.
1953 – Foi incluído em A Paisagem Brasileira até 1900, Bienal de São Paulo, SP.
1956 – Exposição póstuma, comemorativa do centenário de seu nascimento, no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

Diversos quadros seus ficaram famosos, como O copo d’água e Francesca da Rimini (1893), ambos pertencentes ao Museu Nacional de Belas Artes; A Ilusão do Terceiro Reinado, equivocadamente conhecido como O Último Baile da Ilha Fiscal (1905), que integra o acervo do Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro; e Retrato de D. Pedro II (1883), hoje no Museu Imperial, Petrópolis, RJ. Algumas de suas composições históricas foram executadas por encomenda, inclusive de governos provinciais, como as enumeradas a seguir: Tiradentes no patíbulo, Derradeira Sinfonia, Redenção do Amazonas, Abdicação de Dom Pedro I. Deixou poemas e romances.


Fontes
CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Pinakotheke, Rio de Janeiro, 1983.
EXPOSIÇÃO Retrospectiva. Museu Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro, 1956.
FREIRE, Laudelino. Um século de pintura. Fontana, Rio de Janeiro, 1983.
PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Civilização Brasileira, 1969.
< http://www.bv.am.gov.br/portal/conteudo/serie_memoria/13_aureliowww.bv.am.gov.br/portal/conteudo/
serie_memoria/13_aurelio >
< http://www.pt.wikipedia.org/wiki/Aurelio_de_Figueiredo>

 

RMS